Se Gramado é a Alemanha brasileira, eu não sei… Mas que é maravilhoso é!

No início desse ano, tive o prazer de ir a trabalho ao Sul e não pude deixar de conhecer Gramado e Canela. Ficamos bem pouquinho tempo (1 dia e meio, nem tudo isso) mas pude perceber a maravilha que é essa região, lugar belíssimo, bem cuidado e de fato especial!

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 Saímos na tarde de sexta feira. Como tínhamos bem pouco tempo, optamos por alugar um carro e ficar mais a vontade para conhecer todos os pontos que conseguíssemos no tempo reduzido.

Alugar carro lá é bem fácil. Pode ser feito pelo site e fizemos sem problemas. Nosso incomodo foi com o GPS. Alugamos um que por fim mais nos atrapalhou que ajudou. Não estava atualizado com a rota e só conseguimos sair de Porto Alegre e pegar a estrada para Gramado por conta própria, olhando as placas e acessando, quando possível, o mapa pelo celular.

Gramado está localizado a 126  Km de Porto Alegre. Pegamos a BR 020 e o trajeto foi bem agradável. A estrada é ótima, asfalto perfeito além de bem sinalizada e a paisagem é linda.

Chegamos a noite e fomos direto deixar nossa bolsa no Hotel. Fechamos também pela internet e conseguimos um valor promocional bem bacana. Tudo é um encanto na cidade e não poderia ser diferente na hospedagem. Tudo pensado nos mínimos detalhes, um luxo!A temperatura estava bem agradável, saímos para jantar e já conhecer um pouquinho do local.

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Rodamos pelas ruas, todo comércio fecha praticamente às 18 e 19h, só ficam abertos os restaurantes que são muitos e de diversas especialidades. Nós, desacostumados com frio, quando vamos a lugares assim ficamos loucos atrás de fondue! Adoramos e lá, minha gente, é de comer rezando! Maravilhosa a sequência de fondue. Não é barato, no restaurante que fomos e vimos em alguns outros, fica em média R$50,00 por pessoa (sem bebida), mas vale, definitivamente vale muito.

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No outro dia pela manhã saímos cedinho para aproveitar ao máximo o tempo que tínhamos lá. Iniciamos com o café da manhã delicioso do hotel e lá fomos nós!

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Fomos conhecer o Mini Mundo. Não estava muito animada para esse passeio mas quando você chega e vê aquelas perfeições em miniatura é de cair o queixo, poucas vezes na minha vida vi algo tão bem trabalhado, tão perfeito. A entrada custa R$18,00 e estudante paga meia. O site deles é http://www.minimundo.com.br/minimundo/

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Tudo é pequenininho. Os mais grandiosos castelos cabem dentro do seu quarto e até festa de aniversário encontramos nesse mundo reduzido.

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Saímos de lá e fomos conhecer uma fábrica de chocolates. Tínhamos essa vontade e em Gramado, existem fábricas que liberam a entrada em algumas partes para ver como se fabrica a delícia de chocolate do sul.

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Vimos a fábrica e depois a lojinha maravilhosa. Vários chocolates, um chocolate gelado memorável, além de um licor de chocolate delicioso (adorei esse lugar!)

Dica de Amigo: As fábricas de chocolate que liberam a visitação, assim como a maioria dos restaurantes, possuem transporte próprio. É só ligar que eles te buscam no seu hotel.  Olha que tudo minha gente!!

Depois, partimos para Canela! Como já falei o tempo era mínimo então não podíamos perder tempo! O trajeto é mais bonito ainda de Gramado para Canela e bem rapidinho, demoramos cerca de 30 minutos para chegar. Tudo é muito bem sinalizado, fácil sair de Gramado e chegar em Canela, mais fácil ainda.

Canela é bem bonita, menor e menos movimentada que Gramado.  A arquitetura é a mesma, tudo muito limpo, arrumado, transito correto, pessoas educadas, um luxo de local.

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Fomos direto ao Castelinho Caracol, que fica na estrada um pouquinho antes da chegada na cidade. É uma das primeiras residências de Canela e o grande diferencial é que ela é toda feita de madeira encaixada e parafusos, sem o uso de pregos. Cada cômodo foi mantido como originalmente, quartos, banheiros tudo igualzinho, como uma viagem no tempo.

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Um local muito interessante que ainda nos agracia com um Apfel Strudel feito no antigo fogão a lenha e servido nas salas de chá da residência. A receita é da família e o sabor dos deuses!

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A entrada na casa custa R$10,00 e o Apfel Strudel R$14,00. O site deles é http://www.castelinhocaracol.com.br/pt

Andamos um pouco pela cidade, visitamos a igreja de pedra, e nos maravilhamos mais e mais com o local.

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 Resolvemos voltar porque não podíamos perder o Café Colonial que foi na verdade nosso almoço. Ele é servido na maioria dos restaurantes e não pude tirar uma média de valores, mas no restaurante que fomos custava R$50,00 por pessoa.

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 São ao todo 85 itens. Tem de tudo, polenta frita, salgadinhos, frios, bolos, pães, sucos, vinho e várias outras coisas. Uma orgia gastronômica, uma festa, uma loucura e uma delícia!

Amor aos detalhes, isso resume Gramado e Canela. Amei o lugar, fiquei pouquinho tempo e pretendo voltar, logo logo!

Abrindo com chave de ouro: Minas Gerais (Congonhas, Ouro Preto e Mariana)

Estávamos lá, olhando como quem não quer nada o site da Gol e olha o que vimos: promoção de aniversário!!!  Não resisto, se o preço é baixo, eu quero!!! Passagem para BH: ida (baratinha) e R$12,00 a volta (como assim?!?!!!?!). Pirei e resolvi ir com o povo todo: eu, amor, mãe e irmã passar 04 dias (pegamos um período de quinta a domingo).

Até aí sem problemas, preço bom, lugar legal, mas na hora do planejamento, as coisas começam a complicar… Observamos algumas coisinhas chatas:

– o aeroporto de Confins é beeem distante até de BH o que dirá das cidades mais afastadas;

– Infelizmente, as coisas são meio lentas (quase parando) no Brasil e ainda não temos um trajeto direto eficiente que ligue essas cidades a capital, o que torna muito cansativo para fazer essa viagem de ônibus.

Além desse transtorno, segundo alguns blogs que consultamos, os ônibus  não possuem hora certa. Então além de cansativa a viagem é imprevisível, perderíamos muito tempo, praticamente só tínhamos 03 dias então optamos por alugar um carro. A vantagem é que o aluguel por lá é barato e você pode pré reservar pela internet e retirar no próprio aeroporto, eles tem muitas opções em Confins.

– Como falamos, essa dificuldade no trajeto atrapalha muito. Nossa idéia inicial era irmos para Ouro Preto, Mariana e depois Tiradentes e São João Del Rei… Esse roteiro daria no total 8h de carro (medo!!!!!). Conclusão, S.J.Del Rei e Tiradentes ficaram para a próxima 🙂

Dica de Amigo: Reservem o carro pela internet. Conferimos as tarifas e fica mais barato que fechar na hora.

**Pausa para o momento “Sou mulher mesmo e daí”? (Meninos, podem pular rs)**

Roteirinho pronto, tudo esquematizado, hora de fazer as malas. Aí vem a pergunta: porque sempre queremos levar tantas roupas??? Eu estou tentando me livrar disso e minha tática é dividir a mala com meu namorado. Nada melhor que um tratamento de choque para curar manias 😦 . Sendo assim, optei por ser básica e minha mala foi mais ou menos desse jeito:

– Tênis – básico para quem viaja. Ok, pode não ser a coisa mais linda do mundo mas, não há nada melhor para quem vai andar o dia todo. Levei 02 tenis, uma sapatilha e um chinelo. Nada de saltos, desnecessário qualquer coisa a mais que isso.

– Calça jeans (se fizer frio ok e para sair a noite também serve) então levei 02 calças e umas bermudas para bater de dia. Para fazer uma “firula”, investi na calça colorida (não é porque é jeans que tem que ser sempre básico) e levei uma meia calça colorida, com a bermudinha fica legal e muda o “visu”.

– Camisas de manga comprida e casacos – nesses lugares de serra sempre faz frio (pelo menos eu sempre sinto frio rsrs), então levei 01 casaco mais pesado, blusas de linha de manga comprida e blusas de meia manga. Basicamente foi isso.

– Ah!! Na minha mala nunca falta, eu adoro usar lenços, pashiminas e afins. Sempre levo um monte (nem tanto assim devido a falta de espaço, mas em cada cantinho que sobra, enfio um paninho e assim vai). Adoro!

E lá fomos nós!!

Rio De Janeiro – Congonhas – Ouro Preto – Mariana – Ouro Preto

Fomos cedinho, saímos do Galeão e descemos em Confins. O aeroporto é bem organizado, e como disse, já tínhamos alugado o carro, então foi bem rapidinho, pegamos o possante e pé na estrada! Pegamos o caminho por dentro de BH e depois a BR 040.

Dica de Amigo: Cuidado, BH é mal sinalizada, tivemos dificuldade e até erramos o caminho. A BR040 é tranquila, com asfalto bom e bem sinalizada.

Finalmente, chegamos a Congonhas!

Congonhas

Se você tem pelo menos meio dia disponível vale a pena conhecer essa cidadezinha. É pequena e o foco está na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos que logo na frente exibe os 12 profetas esculpidos em pedra sabão pelo Mestre Aleijadinho que são de tirar o folego. Lindos, simplesmente perfeitos.

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Além disso, a basílica possui uma área externa com algumas pequenas capelas, onde dentro estão retratados  trechos da Paixão de Cristo, também esculpidos pelo fantástico Aleijadinho.  Impressionante a riqueza de detalhes, uma jóia rara que vale a pena ser vista.

Dica de amigo: Cuidado com o horário! As capelas fecham as 17:30. Atenção!

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Bem próximo a essas capelas (nem 05 minutos andando), está a Romaria. Trata-se de um espaço grande e fechado com várias lojinhas, bem calmo, gostoso para sentar um pouco e descansar, porque Congonhas assim como Ouro Preto também é sobe e desce! Chegamos após as 18:00 e todas as lojinhas estavam fechadas.

DSC_0945                                                                                                    (Caminho para Romaria)

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Saimos já no escuro rumo a Ouro Preto. O trajeto não foi muito legal, pegamos uma pequena serra mal iluminada, bem perigosa. Vale mais a pena, ir a Congonhas pela manhã, pegar tudo aberto e sair de lá ainda com dia claro. Com carro não se brinca ainda mais quando esse carro é alugado né?!?

Ouro Preto

Como chegamos a noite e passamos o dia seguinte em Mariana, tivemos 02 noites e 01 dia nessa bela cidade.

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Nos hospedamos na Pousada Caminhos da Liberdade. Ficamos em 02 quartos simples, limpos mas medianos. O café da manhã também é bem simples e o que me deixou chocada, servem pão de queijo, mas é frio… Como assim, em Minas servir Pão de Queijo frio?? O atendimento é bom, as pessoas são bem atenciosas e tem lugar para deixar o carro, logo em frente a pousada.

Saímos a noite e jantamos no Café Chopp Real (Fica na praça Tiradentes mesmo!). A comida é boa, mas o atendimento nem tanto. O ambiente é bem tranquilo, dá para conversar e o chopp é gelado! Comemos um escondidinho de carne seca, Batata assada (delícia) e pastéis de angú (uma maravilha que merece foto! Muito bom mesmo!).

DSC_0955                                                                                                                 (Nham delícia! 🙂 )

As coisas na cidade fecham cedo. Precisávamos de uma farmácia a noite, mas tivemos que esperar o dia seguinte, ela fecha as 21 horas. Quando acabamos de jantar, queríamos um sorvete. Andamos um pouco, não encontramos nenhuma sorveteria aberta, mas descobrimos uma rua, a Rua da Direita que é o point da juventude de Ouro Preto. Bares cheios, muita gente pela rua animada conversando, um ambiente bem democrático. Para quem está solteiro e quer azarar acho que é uma boa. Como esse não era nosso foco, voltamos para o Hotel. Fizemos todo o trajeto a pé, sem problemas.

Dica de Amigo: Se vocês como a gente preferem fazer tudo a pé e conhecer todos os cantinhos, vale a pena ficar o mais próximo possível da Praça Tiradentes. É o centro nervoso, tudo meio que gira ao redor dessa praça. Vale a pena e pelo que pesquisei, não tem tanta diferença nos preços das pousadas por essa proximidade não.

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DSC_0959                                                                                                                (Praça Tiradentes)

No outro dia pela manhã, saímos cedo e fomos a Mariana. Nos separamos e dois foram de carro enquanto os outros dois de Maria Fumaça. Dirigir em Ouro Preto é um desafio.  É muita subida e descida, ruas de paralelepípedo que dão medo, sinceramente, beeemmm complicado. Mas até que para Mariana, o caminho que o GPS me indicou foi tranquilo.

Na volta, chegamos embaixo de chuva e conforme indicado pelo GPS, passamos em frente a Igreja de Santa Efigênia que fica em um ponto bem alto da cidade. Lindo lugar, tinha começado uma missa e como praticamente todas as igrejas, não se pode fotografar. Quem for de carro para lá, precisa ter sangue frio. A ladeira para descer é bem íngrime, dá medo mesmo.

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Deixamos o carro na pousada e bateu aquela fominha. Resolvemos fazer um lanchinho em um ponto muito atrativo da Praça Tiradentes, a cafeteria  “Chocolates Ouro Preto”. Eles possuem um cardápio bem rico, com lanches, doces e muitos cafés. Pedimos algumas coisas deliciosas, mas o que roubou a cena foi a broa de milho com calda de erva doce. Ma-ra-vi-lho-so! Vale a pena provar.

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Como fomos na véspera da semana santa, acompanhamos alguns eventos católicos. Um deles foi uma procissão que passou pela praça Tiradentes levando a imagem de Nossa Senhora do Carmo. Foi lindo, bem coisa de interior, a santa linda, com um manto azul e uma banda atrás, tocando com fé e muito amor. Extremamente comovente.

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No outro dia, escolhemos ficar em Ouro Preto e conhecer melhor o lugar. Iniciamos o dia visitando as lojinhas do local e a Feirinha de Pedra Sabão. Vale a pena ir e comprar umas coisinhas, as peças em Pedra Sabão são bem bonitas e com preço bem justo. Tudo pertinho da Praça Tiradentes (Dá para ir a pé!).

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Fomos depois disso, a Igreja de São Francisco de Assis, que é na frente da Feirinha de Pedra Sabão. Além da igreja conter diversas obras do Aleijadinho, no fundo eles improvisaram um museu com algumas outras obras dele (até então o museu ficava na Igreja de Nossa Senhora da Conceição mas devido a obras eles transferiram temporáriamente algumas peças).  Não é permitido tirar foto em nenhum dos ambientes e a entrada custa R$8,00. Um bom passeio, a obra dele é impressionante e a igreja belíssima.

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Voltamos a Praça Tiradentes e fomos no Museu da Inconfidência. Neste local funcionava o prédio público da Coroa, Palácio dos Governadores, a Câmara e a cadeia. Bem legal o passeio, mas meio mórbido, com direito a um pedaço de madeira da forca que tirou a vida do Tiradentes. Num todo é bem interessante e não pode tirar foto.  A entrada custa R$8,00 (estudante paga meia).

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Depois dessa andança toda, fomos almoçar. Procurando por comida mineira, paramos no Restaurante Casa do Ouvidor, e comemos Feijão tropeiro. Delicioso, porção generosa, mas nada de excepcional e é bem carinho.

Tropeiro

Tropeiro carnes

Nosso próximo ponto foi a Igreja do Rosário dos Pretos. Fiquei doida para conhecer, ela foi  construída pelos escravos e dizem que é mais simples mas muito bonita. Chegamos lá, e para variar, a igreja estava fechada (toin toin toin…). Na parte externa observamos que ela é toda arredondada (tanto sua fachada quanto as paredes laterais) e bem diferente das demais da cidade. Quando voltar a Ouro Preto quero conhecê-la!

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Próximo fica a Igreja de Nossa Senhora do Pilar. A riqueza em pessoa, absolutamente linda e rica, repleta de obras do Aleijadinho. Entrada R$8,00 e não é permitido tirar foto.

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A noite, comemos no Restaurante e Choperia da Direita. Bom lugar, bem localizado na Rua da Direita. Estávamos bem cansados e querendo um lugarzinho aconchegante para comer. Comemos nosso querido pastel de Angú e uma porção bem mineira de linguiça com aipim. Eles servem chopp artesanal, bem gelado e a caipirinha é tudo de bom! Delícia!

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Ainda tínhamos um restinho de disposição (apesar dos pés estarem destruídos) resolvemos procurar um lugarzinho para comer um doce. Encontramos ainda na Rua da Direita o restaurante “Café Gerais” e ficamos encantados com o local.  Lugar excepcional, com um cardápio maravilhoso (se tivesse mais um dia em Ouro Preto com certeza comeria lá). Comemos um Apfel Strudel e uma Palha Siciliana, deliciosos, pra fechar nosso passeio com chave de ouro!

Apfel Strudel

Dicas importantes e claro, de amigo:

 – Usem tênis. As ruas são de paralelepípedo, subidas e descidas de matar o sujeito, não vale a pena usar nada que não seja o mais confortável;

 – Usem protetor solar. O sol lá pega fogo, qualquer descuido pode te render problemas mais tarde;

 – Não é permitido tirar foto no interior das igrejas. A maioria delas (quase todas) cobram entrada. Os preços ficam sempre entre R$6,00 e R$8,00 e não tentem entrar de graça, sempre tem uma pessoa de olho e prontinha para impedir.

 – Tantos as igrejas quanto os museus cobram meia entrada para estudantes e idosos. Não esqueçam a carteirinha!

Mariana

Pense em um lugar bonito, gostoso de ficar e aconchegante… Isso é Mariana. Mais plano e barato que Ouro Preto, quem tiver por lá vale a pena conhecer.

Dividimos o grupo e 02 foram de carro e os outros 02 de Maria Fumaça. A ida de carro é bem tranquila, depois de algumas voltas dentro de Ouro Preto, pegamos a BR 040 e o trajeto é bem rápido (demoramos cerca de 20 minutos de Ouro Preto a Mariana). Já em Mariana, as ruas são bem sinalizadas, com placas indicando os locais onde é permitido estacionar.

A Maria Fumaça sai de Ouro Preto as 9:30 e demora cerca de 1:30 até Mariana. O trajeto é bonito e um guia fica sinalizando os pontos interessantes como lagos, quedas d’água entre outros. O preço da passagem é salgadinho. Você pode comprar a ida e a volta e pagar R$60,00 por pessoa ou somente a ida por R$40,00. Optamos pela segunda opção e voltamos todos de carro no final do dia.

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DSC_0001                                                                              (Maravilhas do caminho vistas do Trem)

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Mariana é pequena e tem a arquitetura bem parecida com Ouro Preto. As ruas são de pedra e paralelepípedo, o casario é lindo e as igrejas também. Na praça central tem a Catedral da Sé que abriga um órgão alemão que é sem dúvida um dos pontos altos da cidade. Os concertos acontecem sempre as sextas 11:30 e aos domingos 12:15. Não é permitida a entrada após o início e infelizmente, quando chegamos já passava das 11:30… Perdemos esse espetáculo.

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DSC_0048(Praça que fica em frente a Catedral da Sé e a pequena fonte que ajuda a refrescar um pouquinho a vida!) 

Andando um pouco, você chega na Praça Minas Gerais que abriga as igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo além da Casa de Câmara e Cadeia. As igrejas muito bonitas mas infelizmente estavam ambas fechadas, só conseguimos admirar do lado de fora. Na praça, em frente a Igreja de São Francisco de Assis tem um Pelourinho, local onde os negros eram punidos com chicotadas e outras formas absurdas de punição que eram adotadas na época.  É bem impressionante ver.

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DSC_0088                                                                           (Pelourinho)

A Casa da Camara e Cadeia está localiza bem a frente das igrejas que mencionamos ainda pouco, é atualmente a sede da câmara de vereadores e possui duas salas abertas para visitação. No térreo funcionava anteriormente a prisão e é possível ver ainda sua estrutura através das grades. No fundo da câmara encontramos uma pequena capela, com uma imagem bem diferente de Jesus Cristo e uma de São Jorge (até então não tínhamos visto nenhuma imagem de São Jorge pelas igrejas de Minas).

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DSC_0081                                          (Umas das salas da Câmara, mantidas como originalmente)

DSC_0080      (Capela, vista de dentro da Camara, que ainda conserva as grades da cadeia)

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DSC_0094                                                                 (Capela nos fundos da Câmara e ele, São Jorge!)

Outra praça que vale a pena ir é a Gomes Freire. É linda, com um chafariz lindo no meio, crianças brincando e um clima de paz sem igual. Lojinhas bem interessantes ao redor e um restaurante maravilhoso que almoçamos : o “Rancho Restaurante”. Comida mineira tradicional de qualidade. Você paga R$22,00 e come à vontade.

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Terminamos nosso passeio visitando a igreja de São Pedro. Ela fica afastada do centro, é bem alta e é desgastante chegar até lá. A entrada custa R$8,00 e pode tirar foto de seu interior (que milagre!!), e visitar até o sino. Belíssima igreja bem diferente da maioria que vimos, seu altar é todo em madeira e não em ouro. Bem bonita mesmo!

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DSC_0100              (São Pedro e seu altar lindo de madeira. Pena que a foto não ficou muito boa…)